domingo, julho 23, 2006

Harmonização das Volumetrias



Aqui, um pouco como em todo lado, continuamos a assistir à construção de edifícios que para além do gosto muito discutível desrespeitam totalmente a envolvente em termos de volumetria. O caso que me faz escrever estas linhas situa-se, uma vez mais, no eixo principal de S. B. Messines, mais concretamente na Rua João de Deus.
O edifício em questão apresenta-se, tal como o que estava lá antes e foi demolido, completamente incoerente em relação à sua envolvente, com uma volumetria exagerada, que a sua forma de “caixa” não ajuda a disfarçar. Neste caso, como em tantos outros não se lutou contra a descaracterização, mas reforçou-se tal maleita ao continuar a construir edifícios de proporções exageradas e de qualidade arquitectónica, a meu ver, duvidosa. Servem estas linhas como apelo a um maior cuidado e respeito pelos famosos planos de ordenamento urbano e territorial e para que se respeitem as cotas de volumetria dos tecidos urbanos, pois não se devem cometer os mesmos erros só porque no passado já lá estavam, ou porque na mesma rua existem situações idênticas já feitas há algum tempo.