quarta-feira, dezembro 16, 2009

O Racal Clube, a Volta ao Algarve em Automóvel e Algumas Considerações.



Como entusiasta de desportos motorizados, especialmente automobilismo, e seguidor não só da actualidade, mas também do passado, resolvi enveredar neste número do Terra Ruiva por uma abordagem histórica aos primórdios da prova que deu origem ao bem conhecido de muitos Rallye do Algarve.
O Rallye do Algarve foi uma prova que obteve durante vários anos estatuto internacional, tendo mesmo chegado a ser a prova onde era atribuído o título do campeonato europeu da modalidade, recebendo desta forma nomes sonantes do mundo do automobilismo a nível internacional.
Mas neste artigo ocuparemos a nossa atenção nos primeiros anos da prova, ou seja o período 1970-74 quando esta ainda recebia a denominação de Volta ao Algarve em Automóvel. Mas antes de falar na prova em si é conveniente abordar a entidade organizadora, cuja sede se situa no concelho de Silves, embora actualmente afastada do automobilismo ainda garante um interessante serviço cultural, refiro-me ao Racal Clube.
O Racal Clube começou a surgir na ideia dos seus fundadores ainda nos meados dos anos 60, mas só se efectuou em 1969, na sua primeira denominação Racing Club do Algarve, quando começou o processo de legalização deste que se arrastou até ao ano seguinte até que surgem aprovados no Diário do Governo (o equivalente ao Diário da República à época) os estatutos do Racal Clube sediado em Silves, esta mudança de nome esteve muito ligada às leis da época que protegiam a língua portuguesa forçando as instituições a usar apenas o vocabulário nacional.
A intenção primordial do clube era a de potenciar o interesse na região através do desporto automóvel , cujos fundadores nutriam uma paixão. Assim sendo no ano de 1970 decorreu a 1ª Volta ao Algarve em Automóvel realizada entre 24 e 25 de Novembro e que pelos vistos satisfez organização e participantes, pois estava lançada a sua continuidade para os anos de 1971, 1972 foi o ano em que apenas terminou com um automóvel à chegada, e 1973, contando esta última já com presenças internacionais como Alcide Paganelli e Nini Russo num competitivo Fiat 124 Spyder Abarth, a prova de 73 já contava também para o campeonato nacional da especialidade.
Eis que chegamos a 1974, onde contra todas as expectativas criadas após os resultados dos anos anteriores a prova não se realizou devido às restrições impostas ao consumo de combustíveis causadas pela crise petrolífera internacional que “rebentou” em 1973 na sequência da Guerra do Yom Kippur entre Israel e o Egipto, que apesar de se ter resumido a cinco dias de confrontos, despoletou uma reacção entre os países da OPEP que embargou as exportações e quadruplicou o preço do petróleo no mercado para aqueles que eram considerados “colaboradores” do estado de Israel.
Nesta conjuntura que acabou por se repercutir por todo o mundo, Portugal, muito dependente em termos energéticos não foi excepção, aliando esta crise petrolífera à instabilidade social e política vivida no país no pós-25 de Abril de 1974, estavam lançados os factores que levaram à anulação da prova nesse ano. Num cenário tão conturbado muitas provas não se realizaram a nível nacional e internacional. Felizmente como é demonstrado no sítio oficial do Racal Clube na web as suas instalações não foram invadidas pelos movimentos sociais que extremaram as suas posições e atacaram e invadiram muitas associações ou entidades que entendessem ser burguesas e de elite, que não poderiam, segundo eles, existir numa sociedade igualitária. Com esta conjuntura não se reuniam de forma alguma condições para se realizar a Volta no Outono de 1974, tendo desta forma que esperar pelo de 1975 para a realização da última prova com a denominação de Volta ao Algarve em Automóvel, tendo sido a partir de 76 utilizada a designação que perdurou até 1990, Rallye de Algarve.
O trabalho efectuado pelo Racal Clube no desenvolvimento cultural e desportivo da região foi e ainda é notável, deixando marcas. Este caso mostra a importância dos clubes e associações para o desenvolvimento local e regional e o reconhecimento no exterior que podem causar, como foi o caso da Volta/Rallye de Algarve que a partir de 1977 passa a contar para o Campeonato Europeu de Ralis, onde o nosso concelho foi palco de interessantes cenários, tanto na serra como no litoral em Armação de Pêra.


Os tempos mudaram e o Racal centrou-se mais na actividade cultural organizando interessantes eventos como o Prémio Litterarius, o Salão de Fotografia ou o Festival Internacional de Vídeo do Algarve. Mas é com pena que desde a saída de cena da entidade o nosso concelho passou a estar num plano secundário a nível dos desportos motorizados. Este ano foi feita uma prova especial de classificação com duas passagens pelo concelho de Silves, mais concretamente em Vale Fontes de Cima, que se resumem a algumas horas, no âmbito do Rali de Portugal a contar para os campeonatos nacional e mundial, que devido à crise económica também se viu algo “desfalcado”, mas no que toca a provas de nível regional e nacional que também são importantes para a promoção concelhia são praticamente inexistentes, mas como anteriormente disse este acontecimento resumiu-se a umas horas e todo o quartel general da prova está localizado no Parque das Cidades em Loulé/Faro, logo poucos ou nenhuns benefícios conseguirá trazer ao concelho.
Seria interessante pensar-se , à semelhança de 1970, numa prova ambiciosa que traga ao concelho maior notoriedade e bom seria também um regresso activo do Racal Clube a estas lides..
Este desporto move muita gente e pode, se a questão for bem explorada, promover o concelho além fronteiras dando a conhecer ao público e participantes as potencialidades do território a todos os níveis e quem sabe proporcionar um regresso após esta experiência para melhor conhecer o que o concelho pode oferecer ao visitante.
A divulgação seria uma vez mais um factor preponderante para o sucesso, fazer chegar os eventos à imprensa, regiões de turismo de modo a que este seja o mais difundido possível e capte o público.
2009, tal como 1974, tem sido um ano difícil a nível económico-social , mas não será certamente altura para esmorecer e quem sabe se não é o timing para colocar de pé um projecto deste tipo para 2010 ou 2011.



Fontes de informação:


Sítio oficial do Racal Clube na web: http://www.racal-clube.pt/
Fórum Ralis a Sul: http://ralisasul.com/forum/
Imagem: Arquivo do Autor



P.S. Estando a fazer uma investigação sobre o antigo Rallye do Algarve/ Volta ao Algarve tendo em vista a publicação mais tarde agradeço a quem tiver testemunhos, documentos ou fotografias que possam partilhar que me contactem via: cilpes@sapo.pt

sábado, outubro 03, 2009

Silves- 1960


Trago-vos uma vez mais uma foto do acervo do IHRU (Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana), um pequeno pedaço de história de um dia na cidade de Silves. Esta imagem é demonstrativa de algumas mudanças a nível urbanístico desde aquela época, como por exemplo a inexistência actual daquela casa que na foto se encontra adossada à torre que no percurso da história recente foi demolida, e a mudança operada nos finais dos anos 80 inícios dos anos 90 da paragem dos táxis e dos autocarros, estando também um presente na foto, para a frente ribeirinha da cidade.
Como o título indica a foto é, segundo os dados disponíveis nos arquivos do IHRU, datada de 1960, existindo deste modo alguns elementos que podem justificar, ainda que aproximadamente a data, tomando por exemplo o táxi que se encontra à esquerda, que se trata muito provavelmente de um Vauxhall Velox da série produzida entra 1952/1954. Sabendo que os automóveis ainda não se tinham popularizado como nas últimas três décadas e eram um bem acessível a poucos e neste caso a "ferramenta profissional" do proprietário, este seria estimado e poderia ter uns bons anos de uso. O Citröen 2CV à direita na foto é também uma série antiga, muito possivelmente um AZ, produzidos até 1960/61, sendo este reconhecível por ter a tampa da mala em lona tal como o tejadilho.
Demonstrativo também de que o automóvel ainda não era o meio privilegiado de mobilidade dos cidadãos silvenses é a quantidade de pessoas que circulam a pé, a maior parte delas no local destinado aos meios de transporte e também, claro está a presença de algumas bicicletas a pedal.
Volto a insistir na importância dos espólios fotográficos para a compreensão da história recente e como meio de análise das mudanças operadas na nossa sociedade nas últimas décadas.

Fonte da foto: Acervo documental do IHRU.

domingo, junho 14, 2009

Atenção necessária.


Desta vez trago ao leitor um elemento que do original já pouco resta, mas que é pleno de simbologia, tendo hoje sido votado a "mera" peça de mobiliário urbano. Trata-se do pelourinho de Silves que durante centenas de anos representou o poder do município e ao mesmo tempo uma marca do domínio régio sobre o termo da cidade.
Como atrás disse do original pouco resta a não ser a coroa que o encima, e mesmo esta viu mutilada a cruz que rematava o topo, sendo deste modo o resto uma "recriação" contemporânea de um elemento urbano, que apesar de disperso em peças separadas desde 1878, foi estranhamente classificado como Imóvel de Interesse Público pelo decreto nº 23/112 do Diário do Governo 231 de 11 de Outubro de 1933.
Mas o que me leva a escrever estas linhas é a atenção que o fragmento original necessita, pois estão a desenvolver-se fungos e sujidade típica do calcário quando exposto às intempéries e ao passar dos séculos.
Uma limpeza, ainda que não retire na totalidade a pátina do tempo, impõe-se , assim como uma sinalética de apresentação deste elemento aos turistas e à comunidade. São gestos simples que marcam diferença e demonstram um respeito global pelo nosso património nas suas mais variadas formas.

quinta-feira, junho 04, 2009

Conversas com o Património- 6 de Junho na Igreja da Misericórdia


Passo a transcrever o mail que me foi simpaticamente enviado por Miguel Cabrita da Divisão de Cultura, Turismo e Património da C.M. Silves , a quem desde já agradeço a informação.

O Município de Silves vem por este meio convidar a assistir “ Conversas com o Património” que conta com a presença do Professor Doutor Francisco Lameira, no dia 6 de Junho, Sábado, na Igreja da Misericórdia de Silves pelas 17:00 Horas.


Trata-se de uma excelente oportunidade para a População em geral conhecer um pouco mais do nosso rico Património Cultural. Apareçam.



domingo, maio 17, 2009

Medronho: Património Material e Imaterial


Medronhos, originally uploaded by Marco Santos.

Com o aumento das preocupações das condições de higiene e saúde publica e a crescente subida de taxas e impostos, assim como por causa dos incêndios florestais desta década, muitos pequenos produtores existentes na serra têm vindo a findar os trabalhos de cuidado das terras e apanha do fruto e as suas pequenas produções de aguardente de medronho. Nesta pequena reflexão coloco de parte as questões económicas e de mercado por não dominar as áreas, e debruço-me sobre a questão patrimonial nas suas vertentes material e imaterial, esta última dos saberes e experiências de quem participa no processo.

A apanha e produção tradicional têm sofrido um grande decréscimo, logo as pequenas estruturas de produção têm vindo a ser muitas vezes abandonadas ou mesmo desmanteladas, e os terrenos serranos muitas vezes votados ao abandono, o que propicia o aumento do risco de novos incêndios por deixarem de ser limpos e cuidados. O processo de fabrico da aguardente de medronho, desde a apanha à destilação é desconhecido de muitos, nomeadamente das camadas mais jovens, meios urbanos ou então de turistas. Certamente quem toma contacto com uma bebida tem curiosidade de saber qual a sua origem, processo de fabrico e ingredientes e neste caso não será excepção. É por isso necessário salvaguardar a actividade na sua forma mais “tradicional” e proporcionar o contacto do público em geral com esta. Sendo o meio serrano do nosso concelho conhecido há décadas por ser um habitat propício ao desenvolvimento dos medronheiros, pela qualidade do fruto e claro está pela produção da aguardente nas várias pequenas destilarias seria interessante preservar pelo menos uma destas unidades de produção, as destilarias, de forma a que fique funcional, assim como a recolha de testemunhos de antigos produtores ou se possível o acompanhamento e registo do processo de produção tradicional. Os processos, as vivências da apanha, fermentação e destilação, as histórias e crenças ligadas à actividade, são todos dignos de registo. A imprensa já se tem debruçado sobre a produção de medronho algumas vezes, mas esta “tradição” carece de estudos aprofundados e sobretudo de registo e salvaguarda, pois este tipo de conhecimentos e métodos vão-se diluindo com o passar do tempo. Seria interessante, por exemplo, a realização de um documentário televisivo que abordasse esta temática e que pudesse ser exposto em stands da região de turismo, espaços culturais do concelho ou possível de visionar através de um canal na internet. As técnicas construtivas das destilarias seriam também um interessante alvo de estudo que poderia ajudar a compreender melhor a produção. A ligação a outras actividades como o trabalho dos metais para a construção dos alambiques e outros acessórios ou o trabalho do tanoeiro são também fundamentais para entender esta antiga arte. É uma actividade que representa a serra algarvia e cujo produto final tem ganho estatuto, embora haja ainda muito trabalho a fazer para dar a conhecer o método em que é feito há décadas e torná-lo um bom motivo para uma ida à serra.

Hotel Garbe – Algumas considerações.


Tal como o já aqui tratado casino de Armação de Pêra, o Hotel Garbe, inaugurado poucos anos depois (1961), surge como resposta à necessidade de alojar a crescente massa turística que começou a afluir à pequena localidade piscatória, certamente interessada pela beleza e extensão da praia e pelo ambiente pitoresco do ainda pequeno núcleo urbano e suas gentes.

Citando a investigadora Susana Lobo (Lobo, 2007), “ O turismo de massas, e com ele o turista, ganha expressão apenas a partir do pós II Guerra Mundial, com a real generalização das férias às classes trabalhadoras, possível no quadro de recuperação económica europeia do pós-guerra, pela disponibilização de frotas aéreas excedentárias para exploração comercial. O «sul» ganha um renovado fascínio e a trilogia Sun, sand & sea passa a estar ao alcance de todos, em pacotes de férias organizados. Surgem novos empreendimentos turísticos, moldados pela crescente pressão urbanística sobre o litoral, abrindo a oportunidade de se explorarem diferentes conceitos no planeamento de núcleos de veraneio.”.

É neste contexto que se verifica a crescente necessidade de construção de uma estrutura hoteleira de alguma dimensão que respondesse às carências, mas que não deixasse uma grande ferida aberta, tanto a nível de uma ruptura com o tecido urbano de Armação de Pêra, marca a diferença mas não é chocante, nem sobre a falésia onde se desenvolve, num modo que também não é dos mais agressivos, quando comparado com outras construções que se verificam por este Algarve fora.

Debrucemo-nos agora um pouco sobre a obra, os dados que reúno apresentam o período entre 1959 e 1962 para a realização do projecto efectuado pela dupla de arquitectos Jorge Ferreira Chaves e Frederico Sant’Ana e surge como um dos empreendimentos pioneiros da indústria hoteleira no Algarve, que José Manuel Fernandes bem intitula esta e alguns destes projectos da primeira vaga hoteleira no Algarve de “ Obras de escala acertada, volumetrias imaginativas e procurando uma integração local, e com um desenho moderno sem concessões ao “típico”, ao “folclórico” ou ao “decorativo”.” (Fernandes e Janeiro, 2005).

Como tal é necessário livrar alguns destes equipamentos do estigma que lhes foi atribuído ao longo das décadas, um pouco como se diz na sabedoria popular, “Paga o justo pelo pecador”, estigma esse que se verifica devido ao crescimento rápido e desordenado que se verificou em Armação de Pêra e na orla marítima algarvia em geral no período imediatamente posterior à criação do Hotel Garbe.

A necessidade de preservação e divulgação deste património “contemporâneo” tem, a meu ver, que assentar em duas premissas, o primeiro, interpretar esta e outras obras como símbolos de uma época, do advento da abertura da nossa orla marítima ao turismo de massas e consequente modernização (para o bem e para o mal…) e claro está pela qualidade do conceito e da arquitectura, contrariamente a muitas obras que se verificaram na expansão dos núcleos urbanos costeiros onde qualquer parâmetro imposto foi certamente ignorado.

Olhando para o edifício original, ou mesmo depois da ampliação projectada por Jorge Chaves em 1973 verificamos um edifício moderno que apesar da sua grande dimensão, aposta essencialmente na horizontalidade (e não na construção em altura) e no jogo de volumes existente no bloco, como por exemplo os vãos de escada salientes do edifício ou as varandas.

Não sendo apologista das construções sobre falésia por todas as razões conhecidas, é necessário confrontar os conhecimentos actuais com os de finais da década de cinquenta/início de sessenta no que toca a preocupações ambientais, e entender também que estas obras forma realizadas numa conjuntura muito específica que aos nossos olhos pode ser questionável, e de preferência evitável na realização de novos projectos, mas que na altura eram símbolo de uma desejada abertura de Portugal e da nossa região ao mundo.

O Hotel Garbe é tido como um dos projectos referência para a primeira vaga hoteleira no Algarve e pioneiro no nosso concelho, surgindo deste modo referido em inúmeros estudos sobre a arquitectura balnear em Portugal, mas carece de um estudo mais aprofundado que poderia servir para dar a conhecer aos interessados o projecto original, e também as alterações que foram efectuadas nestes 50 anos de forma que se mantivesse ao longo das décadas adequado à crescente exigência dos parâmetros de qualidade impostos às estruturas hoteleiras.

Referências Bibliográficas

Fernandes, José Manuel, Janeiro, Ana. (2005)

Arquitectura no Algarve, dos primórdios à actualidade, uma leitura de síntese

Faro: Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve


Lobo, Susana (2007)

A colonização da linha de costa: da marginal ao "resort" in

Jornal de arquitectos nº. 227 (Abril-Junho 2007), Lisboa. Pp. 18-25

Fonte da imagem: Acervo fotográfico do IHRU.

domingo, março 08, 2009

A fotografia e a história local.- Breve opinião.


Numa pesquisa ao acervo fotográfico do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana onde, para além de muitos documentos históricos interessantes, deparei-me com esta belíssima imagem, que para além da sua intenção de documentar a implantação da Cruz de Portugal à entrada da cidade, no local que se crê ser aproximadamente o original, ao invés da sua localização junto à Sé de Silves, onde permaneceu vários anos.
Estes documentos são sem dúvida interessantes portadores de dados para os investigadores, pois contêm informações sobre o estado do monumento à época, é também possível verificar o crescimento urbano, as mudanças da rede viária e até numa análise mais profunda o modo de vida das populações (vestuário, meios de transporte, entre outros.). Por exemplo, é notório se compararmos com a actualidade, a encosta da cidade mais livre de casario. A foto documenta, para além da “nova” implantação da Cruz de Portugal, o castelo que havia alguns anos antes sido alvo de uma profunda intervenção feita pela Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais.
Aquilo que podia também ser um bonito postal de época é/foi acima de tudo uma ferramenta de trabalho para os técnicos da DGEMN e actualmente para os investigadores. A fotografia é um poderoso suporte que merece ser preservado, divulgado e acima de tudo investigado.





Fonte da imagem: Acervo fotográfico do IHRU