terça-feira, outubro 31, 2006

segunda-feira, outubro 23, 2006

Medronho


Medronhos
Originally uploaded by Marco Santos.
Como apreciador do fruto coloco aqui uma foto de medronhos bem maduros ainda nos ramos de um medronheiro.

domingo, outubro 15, 2006

Chaminé II





Hoje durante um passeio campestre com familiares que me foram mostrar uma sepultura escavada na rocha, na zona dos Canhestros, que será tratada noutra altura, deparei-me com esta modesta, mas bonita chaminé com uma inscrição que me parece ser 21/10/1942. A casa já bastante arruinada ainda preserva esta marca que indica a data de construção da chaminé e possivelmente o final das obras da casa, prática muito recorrente no Algarve e nas suas chaminés e que merece uma melhor atenção e estudos enquanto ainda existem "mestres" vivos nestas lides. A construção destas chaminés de cariz mais regional foi sendo a pouco e pouco substituída em detrimento de moldes mais industriais e menos personalizados, mas que em tudo tentam imitar a tradicional chaminé algarvia, não o conseguindo na totalidade perante um olhar mais atento.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Bem que podia ser ficção...


Há já vários anos privado da função para o qual foi criado, o Cine-Teatro Silvense, encontra-se actualmente esquecido pela população e pelos órgãos de gestão autárquica e decerto é já cobiçado por muitos como um belo lote de terreno. O que me levou a escrever este texto foi a chamada de atenção para a situação deste edíficio, pelo qual passamos todos os dias, e a eminência do seu desaparecimento em: Os Dias que nem sequer contam.
Construído em finais dos anos 50/ inícios dos anos 60 e inaugurado, salvo erro, em 1961, este prédio urbano é dos poucos exemplares existentes de arquitectura daquela década na cidade, como bem frisou António Baeta Oliveira no texto atrás citado. A população para além de privada das sessões cinematográficas que moviam muita gente semanalmente àquele Cinema, agora vê-se obrigada a ter que ir a Portimão ou Albufeira para visionar e desfrutar desta Arte que é o Cinema, espaço este que servia ao mesmo tempo como ponto de encontro de amigos e familiares aos fins de semana. Logo o acesso à Cultura e o consequente Enriquecimento Cultural do espectador é limitado pela inexistência de um espaço de espectáculos aberto pelo menos semanalmente, isto para quem não tem possibilidades ou facilidade de sair de Silves e parecendo que não ainda deve ser muita gente...
O usufruto de um espaço arquitectónico de carácter público, que vem referenciado na lista da Ordem dos Arquitectos para Edifícios do Século XX de interesse arquitectónico(http://www.iapxx.pt/) , assim como no inventário da Delegação regional do Algarve do Ministério da Cultura é assim vedado e quiçá mais ano menos ano forçosamente apagado das nossas memórias através da sua demolição. Seria óptimo que fosse feita, à semelhança do que aconteceu com o Cine-Teatro Louletano, a aquisição do edifício em favor do munícipio para posterior uso cultural. O interesse cultural deste edifício sobrepõe-se (ou devia...) a interesses económicos e a sua reabertura seria uma dádiva para os cidadãos Silvenses que a pouco e pouco têm vindo a procurar conteúdos culturais noutros concelhos.