quarta-feira, agosto 17, 2005

Homenagem Por Prestar


A vila de Messines, para além dos motivos sócio-económico que se ouvem falar e do peso que estes assumem no seio do Concelho de Silves, é também conhecida por ser uma terra com bastante significado para a compreensão da cultura portuguesa, especialmente do século XIX. Nomes como o Remexido e João de Deus, são provenientes de Messines, tendo a vila continuado a “fornecer” mais elementos importantes para a Cultura Algarvia e nacional até aos dias de hoje. E é com alguma admiração que quando passo pela casa onde nasceu a poetisa Maria Antonieta Júdice Barbosa e vejo uma ruína com uma placa de azulejos a anunciar que foi naquele edifício que a poetisa nasceu. Acho que a melhor homenagem que se poderia prestar a esta pessoa seria repor o edifício a um aspecto condigno e não apenas a colocação de uma placa e “já está!”. As casas necessitam de manutenção para não caírem em ruína e esta não conhece qualquer tipo de intervenção há largos anos e qualquer dia desabará. Deste modo perder-se-á um dos elos de ligação entre a poetisa e a Vila de Messines ficando esta última em dívida, para sempre, com Maria Antonieta Júdice Barbosa.
Mais informações sobre a poetisa em: http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?contexto=918&id=7463

quarta-feira, agosto 10, 2005

Destruição de Património Arqueológico de Época Romana

Só há pouco é que tomei conhecimento da notícia da destruição de vários vestigíos de época romana durante a construção de um campo de Golfe no Concelho de Silves e é claro que enquanto patrimonialista não posso deixar isto passar em branco. Estou indignado pelo modo como a autarquia e a entidade construtora não consultaram o IPPAR. O Ping-Pong para apurar as responsabilidades entristece-me. Afinal para que serviram os avisos deixados pelos operacionais do Instituto Português de Arqueologia no terreno?

Deixo o link com a notícia.

http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=923

segunda-feira, agosto 01, 2005

Tic- Tac: A contagem decrescente para a derrocada

Para quem conhece Silves e tem uma idade próxima dos vinte anos ou mais certamente se lembrará do Tic – Tac, para quem não chegou a conhecer, o Tic-Tac era um infantário/escola privado localizado num edifício quase em frente à Sociedade Filarmónica Silvense. Após o encerramento da escola o edifício ficou ao abandono encontrando-se actualmente extremamente degradado, sem telhado e a um passo da derrocada pondo em perigo quem lá passa diariamente.
O edifício deve ter sido construído nos finais do século XIX/ inícios do século XX e tem uma volumetria generosa, poderia, após um restauro que contemplasse a criação de nova cobertura e reforço das paredes, ser reaproveitado para a criação de um espaço cultural ou de serviços. Uma das possibilidades que surge é um espaço complementar à Sociedade Filarmónica Silvense, ou então outra, ao serviço da autarquia ou até de uma associação entre muitas outras possibilidades.
O importante neste caso é não deixar o edifício arruinar-se por completo e se possível reaproveitá-lo em vez de dar lugar a um novo edifício que não se enquadre naquele contexto de casas antigas de finais do século XIX/inícios do século XX.